segunda-feira, 24 de abril de 2017

A DIVERSIDADE BIOLÓGICA ANGOLANA: FAUNA TERRESTRE DE ANGOLA

A DIVERSIDADE BIOLÓGICA ANGOLANA

II. FAUNA ANGOLANA (Continuação...)

2.2. FAUNA TERRESTRE DE ANGOLA

A diversidade de fauna terrestre em Angola é notória (video 1). 

Assim no grupo dos mamíferosdiversidade é uma das mais ricas do continente, com 275 espécies registadas. Cerca de 900 espécies de avifauna estão catalogadas, com importância internacional para a conservação de aves. Quinze espécies de morcegos frutívoros estão catalogadas. Cerca de vinte espécies de anfíbios são endémicas. Vinte e seis espécies de antílopes ocorrem no país e dentre eles a palanca negra gigante, que só vive numa certa região de Angola. 

É de salientar que a diversidade da fauna angolana tem sido mais exaustivamente estudada do que os recursos botânicos do país, no entanto a maior parte do estudos, encontram – se relacionados com a componente vertebrados. A rica avifauna angolana foi catalogada 1963, com levantamentos actualizados em 1983 e 1988.

Video 1 - Animais de Angola

2.2.1. Mamíferos

A diversidade de mamíferos que abundam o país é uma das mais ricas do continente, com 275 espécies registadas. Cerca de 49 destes mamíferos estão em situação preocupante do ponto de vista da conservação.

Estudos escasseiam e é urgente realizar inventários taxonómicos e levantamentos actualizados sobre a situação de conservação. Os únicos estudos sistemáticos mais recentes estão relacionados com a palanca preta gigante, o manatim africano assim como algumas espécies da fauna e avifauna marinha de Angola.

Estudos taxonómicos mais recentes e levantamentos de distribuição ocorreram em 1988. Durante o período 1971-1975 realizou-se por todo o país um levantamento mais extensivo do estado de 80 espécies de mamíferos, apesar de estarem concentradas nas áreas protegidas. Já nessa época haviam poucas áreas de Angola com a abundância de fauna selvagem típica, dos países do leste da África Austral, no entanto, as populações nas zonas de conservação estavam a aumentar rapidamente.

Desde 1975, grande parte dos mamíferos de Angola tem sido severamente reduzida, senão
completamente eliminada. Um extermínio geral de elefantes, rinocerontes, gungas, palancas, guelengues do deserto, cabras de leque, golungos, nunces, songues, e de muitas outras espécies ocorreu em todos os parques e reservas. Possivelmente algumas manadas poderão ter sobrevivido o suficiente para se poderem recuperar se lhes for dada a protecção necessária, e eficiente. As populações de mamíferos, cuja carne não tem valor comercial, poderão não ter sido afectadas, outras espécies foram beneficiadas pelo desmoronamento das actividades agropecuárias e industriais, em particular das espécies que se encontram na floresta Guineo-Congolesa. Na realidade nenhuma espécie recebeu protecção desde 1975 e são poucos os dados disponíveis sobre o estado actual e sua distribuição.

Iremos nesta secção proceder a uma descrição da diversidade de cada uma das ordens que, em Angola, tem sido sujeitas a estudos e actualizações.

ORDEM PHOLIDOTA


O pangolim terrestre do Cabo é o único dos três pangolins que ocorrem em Angola que está inscrito na Lista Vermelha dos Mamíferos da UICN. Porém, a condição das duas outras espécies deve ser semelhante.


Lista das espécies da ordem dos pangolins de Angola





Lista dos primatas de Angola




Os carnívoros abundam nas zonas habitadas pelo herbívoros, porque estes são para eles a sua quase exclusiva alimentação (video 2 e 3). Existem em grande número o leão, o leopardo, a hiena , a raposa, o chacal e muitos outros.

Video 2impressionante ataque de leões em bufalo
Video 3impressionante ataque de leões em bufalo

Lista dos carnívoros de Angola



Video 4 - Mamiferos







2.2.1.2. Espécie sem informação

Não há informação nem do ponto de vista de levantamento nem de avaliação do estatuto de
conservação sobre os seguintes grupos:


  • Insectivora (ou insectívoros, que incluem toupeiras, ouriços e mussaranhos)
  • Macroscelidia (ou macroscelideos)
  • Chiroptera (ou quiroperos, os morcegos)
  • Scadentia (morcegos de cauda curta)
  • Rodentia (ou roedores, abrangendo os ratos, lebres, coelhos, esquilos, porcos-espinhos, etc)
  • Hyracoidea (embora se saiba que ocorram em Angola duas espécies, a Procavia capensis e Procavia welwitshichii)


Mesmo nos mamíferos de grande porte há falta de informação sobre o estado de conservação actual. Um exemplo é o elefante que em Angola ocorrem nas sub-espécies: a Loxodonta africana africana (Elefante da savana) e Loxodonta africana cyclotis (Elefante da Floresta). Os últimos dados sobre a sub-espécie da Savana são de 1975 e reportavam uma distribuição disseminada mas em parte alguma abundante. Nessa altura a população total estimava-se entre os 5.000 e os 10.000 animais, na sua maioria localizados na província do Cuando-Cubango.

No Parque Nacional da Kissama, a população de cerca de 800 elefantes existentes em 1975, foi reduzida a menos de 100 que se encontram concentrados ao longo do rio Kwanza. Na região Sul do país, existem relatos vindos da zona a sul da cidade de Cazombo (Província do Moxico), segundo os quais manadas ainda ocorriam no Parque Nacional do Bikuar. Há ainda relatos sobre a destruição de culturas efectuadas por estes na província do Cunene. Na área do rio Coporolo (província de Benguela), também foram observados elefantes.

É presumível a existência de alguns elefantes adaptados ao deserto (um raro ecotipo de Elefantes das savanas), na região sudoeste na província do Namibe. A província com maior distribuição calcula-se ser a do Cuando Cubango com relatos sobre insignificantes influxos de elefantes originários da Zãmbia, Namíbia e Botswana, devido a finalização da guerra.

Num reconhecimento aéreo preliminar efectuado pelo Dr. Hall Martin, fez-se uma contagem de 700 elefantes numa simples transcendência fazendo-se uma estimativa de que a população para toda a província deverá ser na ordem dos 10.000 elefantes. As estimativas de 1975 podem ter sido subestimadas, uma vez que está claro que o maior abate de elefantes para aproveitamento da carne e do marfim ocorreu durante os últimos 26 anos, sendo as estimativas de exportação de marfim da ordem das dezenas de toneladas.

Por exemplo, só em 1989 foram confiscados durante o transporte através da Namíbia, 6,8 toneladas de marfim que se crê ser de origem angolana. A exploração corrente continua a colocar sérias pressões sobre as populações de elefantes existentes (numa pequena cidade do Cuando-Cubango matavam-se dois elefantes por semana para fornecer carne). As medidas de gestão (que reconhecem que a maioria dos elefantes se encontram fora das áreas protegidas) terão de evoluir rapidamente.

Na região norte do país, floresta do Maiombe, ainda se julga existirem elefantes da floresta, mas há observações de elefantes nas florestas das províncias do Zaire, Uíge, Malanje e Kwanza Norte.

No que respeita ao rinoceronte preto os dados são os seguintes: em 1975 já era extremamente raro em todas as áreas de distribuição. Uma pequena população aparentemente estável de + 30 animais existia no Parque Nacional de Iona. Em áreas das vizinhanças, bem como de Tchimporo na província do Cunene, haviam relatos de existência de outros grupos também muito pequenos. De Luengue e do Mucusso, áreas situadas na província de Cuando-Cubango, relatava-se também a observação de outras populações, ao que parece de maior número. Todas estas populações devem provavelmente ter sido eliminadas durante a guerra.

Quanto ao rinoceronte branco os dados são igualmente preocupantes receando-se o pior apesar de registos não confirmados da sua ocorrência. Um grupo de 10 exemplares oriundos da Zululand foi introduzido no Parque Nacional da Kissama, em 1968. Em 1974 tinha-se observado a existência de uma cria. A população do Parque da Kissama foi aparentemente exterminada.

Faltam igualmente dados sobre as duas espécies de zebra, a Equus burchelli (Zebra da Planície) e a Equus zebra hartmannae, que se acredita poderem estar à beira da extinção. A girafa encontrava-se em 1975 numa situação crítica, actualmente quase extinta em Angola. Em tempos era numerosa no parque Nacional de Mupa, a população foi reduzida a menos de trinta animais até 1975, abandonando o parque regularmente para deambular em pequenos grupos na área de Tchimporo. Outra população também muito pequena tinha sido observada na área de Mucusso no extremo sudeste de Angola.


2.2.1.3. Espécies em risco

De acordo com a IUCN 50 das 275 espécies de mamíferos em Angola estão na Lista Vermelha. O que quer dizer que 18 em cada 100 espécies requerem especial atenção de conservação.

Desses 50 de espécies em risco cerca de 17 pertencem ao grupo dos morcegos (o que corresponde a 33 por cento). A situação mais grave parece ser a do Rinoceronte Preto classificado como Criticamente em risco (CR). O chimpanzé e o Gorila pertencem ao seguinte mais em risco (EN).

A categoria dos vulneráveis inclui seis dos quais a maior parte são felinos (chita, leão, fato dourado, gato de pés pretos) e ainda o manatim e o elefante.


Lista dos mamíferos em risco em Angola (dados da IUCN, 2004)

Fonte: Red Data List IUCN, 2004 ; (I) Inglês, por ausência de nomenclatura conhecida em português


2.2.2. Aves

A diversidade de aves em Angola é realmente incomparável no contexto da África Austral (video 5): 847 espécies para uma média de 319 para os restantes países da região. Esse elevado número de espécies torna Angola um dos pontos “quentes” do “bird watching”. Sabe-se que a guerra produziu efeitos nefastos neste património mas desconhecem-se dadosactualizados e que cubram o território nacional. Apesar de não se conhecer o estado de conservação da maior parte da avifauna a verdade é que este grupo é do que foi objecto de levantamentos mais extensos do ponto de vista taxonómico.   
            



Video 5 - Angola Aves - Avifauna                                                                                          
                                                                                       

Angola dá abrigo a várias espécies endémicas que constituem atracção para ornitologistas do mundo inteiro.

Espécies endémicas incluem as seguintes: Eupodotis rueppellii, Poicephalus ruepellii, Agapornis roseicollis, Apus bradfieldi, Phoeniculus damarensis, Tockus monteiri, Ammomanopsis grayi, Certhilauda benguelensis, Parus carpi, Turdoides gymnogenys, Lanioturdus torquatus, Francolinus griseostriatus, Francolinus swierstrai Colius castanotus, Tauraco erythrolophus, Melaenornis brunneus, Platysteira albifrons, Laniarius amboimensis, Malacanotus monteiri, Prionops gabela, Sheppardia gabela, Xenocopsychus ansorgei, Macrosphenus pulitzeri e Cinnyris ludovicensis.


2.2.2.1. Monte Moco - Aves

O Monte Moco tem uma avifauna muito diversa, com muitas espécies de interesse especial presentes. Poucos mamíferos permanecem na área, e ainda é necessário realizar levantamentos para outros grupos como plantas, répteis, anfíbios e invertebrados. 

O Monte Moco é reconhecido como uma Área Importante para as Aves (Dean 2000) e faz parte da única Área Endémica para as Aves de Angola (Sttatersfield et al. 1998). 

Foram registadas 234 espécies (lista aqui) na área proposta para a Reserva Especial do Monte Moco (Mills et al. em preparação). Para lá da diversidade elevada de aves, o Monte Moco tem várias espécies e sub-espécies endémicas de Angola e de populações de espécies de florestas de montanha isoladas por milhares de kilometros das populações mais próximas (Camarões, Malawi, Uganda). 

As espécies seguintes são particularmente interessantes:















2.2.2.1. Lacunas na informação

As aves de Angola foram sujeitas a levantamentos mais ou menos exaustivos do ponto de vista taxonómico e da distribuição por regiões e habitats. O que falta são inventários sobre a
condição de conservação. Angola é referida por associações ornitológicas como um “hot spot “ e pode, por isso, atrair especialistas internacionais que apoiem a realização destes inventários. Sabe-se muito pouco sobre espécies que carecem de urgente medidas de protecção. O Albatroz errante (Diodema exalanas). É uma das espécies mais em risco e sobre a qual há registos não sistematizados nas costas de Angola




2.2.2.1. Espécies em risco

Dados da IUCN revelam existir 34 espécies de aves em situação de risco.

Fonte: IUCN Red Data Lista, 2004; (I) – Inglês


2.2.3. Répteis Terrestres

A classe de répteis, inclui lagartos e cobras (Ordem Squamata), tartarugas (Ordem Chelonia), Jacarés e Crocodilos (Ordem Crocodilia).

O clima de Angola e suas principais características, é propício para a família de répteis tanto em espécies como em indivíduos, (tartarugas, lagartos, cobras e crocodilos). Os répteis ocupam grande variedade de habitats. As grandes jibóias, habitam nas florestas, nas galerias de floresta, e nas margens de grandes rios. Os crocodilianos, nos rios, nos riachos, lagos e lagoas. A maioria de tartarugas vive dentro ou próximo de água. O caso da tartaruga marinha, que habita desde a foz do rio Kwanza, até a foz do rio Longa, ou seja 120 km de extensão, identificadas, quatro espécies, que necessitam de proteção, nomeadamente: Dermochelys coriácea, Lepidochelys olivacea, Chelonya mydes, Caretta caretta. Estas espécies serão analisadas em secção própria quando se tratar dos organismos marinhos.

A terrapene habita o chão aberto das florestas e bosques. A maioria de lagartos e obras é terrestre, mas alguns sobem em rochas e árvores a procura de alimento que é o caso do camaleão (Chamaeleo chamaeleon) e do lagarto do género Agama atricollis (ganga, ou tschimbulo), inimigo das abelhas, habita em todo planalto central, e nas províncias e Moxico, Lundas, e Kuando-Kubango.

Diversas pressões ameaçam os répteis em Angola como, por exemplo, a urbanização, expansão de actividades agrícolas e industriais e, em particular, o comécio de peles de crocodilo e de grandes serpentes como a jibóia. O comércio de tartarugas, xtensamente vendidos como animais de estimação, principalmente em vários mercados da cidade, e Luanda e a venda de carapaças de tartarugas marinhas são outros importantes factores de ameaça.

2.2.3.1. Lacunas de informação

As informações sobre répteis de Angola são escassas, isoladas e desactualizadas. Organizações como a EarthTrends refere a existência de 227 espécies em Angola mas esses dados não foram senão estimados.

Espécies como a cobra listrada de vermelho e preto (Bothrophthalmus lineatus) possuem um estatuto indeterminado.


2.2.3.2. Espécies em risco

Espécies como o Crocodilo Anão (Osteolaemus tetraspis) são consideradas vulneráveis e estão incluídas na lista da CITES. Não se consideram aqui as tartarugas marinhas que se tratarão mais adiante.

Lista dos répteis terrestres em risco de conservação

2.2.4. Insectos

Não existem levantamentos sistemáticos do ponto de vista taxonómico nem do estado de conservação dos insectos que é o maior grupo dos animais do planeta. A importância deste grupo em termos de biodiversidade é enorme não apenas do ponto de vista biológico e ecológica mas também pelas relações que mantêm com a agricultura (na forma de pestes e, do seu factor antagónico, de combate biológico às pestes) e também na alimentação humana.
Estudos realizados apontam para a importância de uma variedade de insectos como fontes de
proteína animal, a saber:
  • A larva da borboleta Usta terpsichore (Satumiidae), conhecida localmente como olumbalala (plural, olombalala); 
  • A termiteMacrotermes subhyalinus, (conhecidas como “juinguna” na sua forma adulta, alada)
  • A larva da Rhynchophorus phoenicis; 
  • A larva da Imbrasia ertli (Saurniidae), conhecido por engu (singular) e ovungu (plural); 
  • A larva da Elaeis guineensis

Todos os autores são unanimes em reconhecer o alto valor nutritivo destes alimentos e pesquisa na região central e nortenha de Angola confirmam que este recurso pode ser um complemento alimentar em termos de gorduras e proteínas.

Autores como Wellman referem ainda as seguintes espécies que servem de alimentação humana:

I. Coleoptera
  • Buprestidae:
            - Chrysobothris fatalis Harold, larva
            - Psiloptera wellmani Kerremans, larva
            - Steraspis amplipennis Fabr., larva
            - Sternocera feldspathica White, larva
  • Cerambycidae
           - Zographus ferox Har.
  • Curculionidae
          - Rhynchophorus phoenicis Fabr., larva
  • Scarabaeidae
         - Camenta sp., larva

II. Isoptera
  • Termitidae
          - Macrotermes subhyalinus Rambur, adulto alado
          - Macrotermes subhyalinus, adulto alado

III. Lepidoptera
  • Saturniidae
          - Imbrasia ertli Rebel, larva
          - Usta terpsichore M. & W., larva

IV. Orthoptera
  • Acrididae (short-horned grasshoppers)
          - Schistocerca peregrinatoria Linn.
  • Gryllidae
          - Brachytrupes (= Brachytrypes) membranaceus

Não estão disponíveis dados sobre o estatuto de conservação de insectos de Angola.


3.6. Referências Bibliográficas

Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e Ministério do Urbanismo e Ambiente. Política Nacional de Florestas, Fauna Selvagem e Áreas de Conservação. Disponível em: http://www.fao.org/forestry/15699-09d1109e2f4c272d5307ac26207cc07ae.pdf Acesso: 26 de Abril de 2017

Ministério do Urbanismo e Ambiente de Angola. Estratégia e Plano de Acção Nacionais para a Biodiversidade (NBSAP) 2007 - 2012. Disponível em: https://www.cbd.int/doc/world/ao/ao-nbsap-01-pt.pdf Acesso em: 26 de Maio de 2015


Ministério do Urbanismo e Ambiente de Angola. Primeiro Relatório Nacional para a Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica. Disponível em: https://www.cbd.int/doc/world/ao/ao-nr-01-pt.pdf      Acesso em: 26 de Maio de 2015  

MonteMoco.org. AvesDisponível em: http://www.mountmoco.org/zaves.htm Acesso em: 22 de Março de 2016




sábado, 22 de abril de 2017

A DIVERSIDADE BIOLÓGICA ANGOLANA: FAUNA AQUÁTICA DE ANGOLA


A DIVERSIDADE BIOLÓGICA ANGOLANA


II. FAUNA ANGOLANA 

2.1. FAUNA AQUÁTICA DE ANGOLA 

2.1.1. Grandes ecossistemas marinhos 


 Considerando os Grandes Ecossistemas  Marinhos (video 1) (LME – Large Marine  Ecosystem) traçados mundialmente, que são  áreas dos oceanos caracterizadas por uma  distinta batimetria, hidrografia, produtividade  e interacções tróficas, Angola engloba em  grande extensão da sua costa e partilha o LME  29 (Grande Ecossistema Marinho da Corrente  de Benguela) com a Namíbia e África do Sul  (Figura 1). Este ecossistema é caracterizado  por um clima temperado definido pela  corrente de Benguela (Large Marine    Ecosystems of the World, 2003). 


Video 1 - Ecossistemas Marinho



É um dos mais importantes centros de biodiversidade marinha e uma das áreas mais produtivas no mundo. Está considerado como sendo da Classe I, tendo alta produtividade (>300 gC/m² por ano), baseado na SeaWiFS estimativa global de produtividade primária. É ainda detentor de uma grande biomassa de peixes, crustáceos, aves e mamíferos marinhos, apresentando uma condição favorável para uma produção rica de pequenos pelágicos. 

Outro grande ecossistema marinho a considerar na costa de Angola é o LME 28 (Grande Ecossistema Marinho da Corrente da Guiné) que ocupa a totalidade da costa de Cabinda (Figura 2). Este ecossistema é caracterizado por um clima inteiramente tropical e é também considerado como sendo da Classe I, tendo alta produtividade (>300 gC/m² por ano), baseado na SeaWiFS estimativa global de produtividade primária (Large Marine Ecosystems of the World, 2003). 

 

Figura 1: Grande Ecossistema Marinho da Corrente Figura 2: Grande Ecossistema Marinho da Corrente da Benguela (BCLME). Adaptado de LME of da Guiné (GCLME). Adaptado de LME of the the World (2003). World (2003). 

Nestes grandes ecossistemas há a salientar o oceano aberto e a linha da costa, englobando os estuários, mangais, praias arenosas e rochosas de pouca profundidade e ilhas. Importa referenciar que parte dos ecossistemas apontados são considerados como sendo zonas húmidas, que são de grande importância para os processos ecológicos e pela fauna e flora que albergam.

2.1.2. Espécies marinhas e costeiras 

De uma forma geral, não se conhece grande parte da biodiversidade existente em águas territoriais angolanas, carecendo muitos grupos taxonómicos de uma descrição completa da sua diversidade específica. Da biodiversidade conhecida, pode ser apontada a ocorrência de maior informação para os peixes cartilagíneos, peixes ósseos, répteis, aves e mamíferos marinhos, embora pouco se saiba sobre a sua ecologia e distribuição. De salientar também a ocorrência de informação sobre uma flora diversificada de algas e angiospermas marinhas em águas de pouca  profundidade, enquanto que pouco se sabe relativamente à taxonomia, distribuição e ecologia destas espécies Passaremos em revista a biodiversidade marinha de Angola, enunciando os principais grupos taxonómicos e a forma como estão representados no país:

I. Plâncton: Composto por organismos de pequenas dimensões que flutuam ao sabor das correntes marinhas o plancton inclui:  - Fitoplâncton, Zooplâncton e Ictioplâncton

II. Invertebrados marinhos e costeiros: Informação específica sobre a fauna invertebrada marinha e costeira de Angola é muito limitada. O valor comercial deste grupo, principalmente o de crustáceos, representa um elevado valor em receitas para o país, o que de certa forma e pela falta de uma gestão adequada, tem contribuído para o declínio de diferentes populações ao longo da costa. O mesmo acontece com alguns moluscos, como o caso do bivalve mabanga (Arca senilis), onde a sua procura é elevada. A sua sobreexploração como recurso, tem levado a uma considerável diminuição do seu stock na laguna do Mussulo.

Espécies de invertebrados marinhos em risco 

Na tabela seguinte se listam as espécies conhecidas de invertebrados que, em Angola, estão em risco de conservação 

III. Vertebrados: em relação aos vertebrados serão apresentadas as principais classes:

 - Classe ChondrichthyesPoucos são os dados existentes sobre a biologia e distribuição de Chondrichthyes nas águas territoriais angolanas. 

Espécies de cartilagíneos em risco 

A tabela seguinte ilustra os peixes cartilagíneos ocorrendo em Angola e cujo estatuto de conservação é reconhecido internacionalmente como estado em risco.



- Classe Osteichthyes: Devido às condições hidrológicas da costa de Angola, a fauna piscícola inclui tanto espécies tropicais e sub-tropicais como espécies de águas temperadas.

Peixes ósseos em risco de conservação em Angola
A seguir se apresenta a lista dos peixes ósseos incluídos em categorias de conservação e que ocorrem em águas angolanas.

 - Classe Reptilia: Existem referências sobre a presença e nidificação das seguintes tartarugas marinhas na costa de Angola (Figuras 3,4,5, 6 e 7).
  • Tartarugas-marinhas: 
  • Tartaruga-de-couro (Dermochelys coreacia)
  • Tartaruga-verde (Chelonia mydas)
  • Tartaruga-careta (Caretta caretta)
  • Tartaruga-de-pente (Eretmochelys imbricata)
  • Tartaruga-oliva (Lepidochelys olivacea)






  Figuras - Tartarugas3. Lepidochelys olivacea; 4. Caretta caretta; 5. Chelonia mydas; 6. Dermochelys coreacia e 7. Eretmochelys imbricata

Quatro das espécies de tartarugas marinhas reproduzem-se em aproximadamente 439 km da linha da costa de Angola. Autores referem que ainda é necessária a confirmação de nidificação da C. Caretta. Actualmente, quatro das cinco espécies de tartarugas marinhas reportadas para a costa de Angola estão mencionadas na lista vermelha da UICN, catalogadas como espécies em perigo de extinção, bem como nos apêndices da CITES e CMS.

A presença da C. mydas parece ser bastante frequente perto da foz do Rio Cunene que é uma zona de considerada de crescimento e alimentação. Diferentes autores consideram que 54% da linha da costa é propícia à desova de tartarugas. É provável que declínios populacionais de tartarugas marinhas estejam relacionados com a destruição de habitats na costa de Angola. A caça e destruição de ninhos também pode ter contribuído para o declínio de algumas espécies. Note-se que ao longo da costa, ovos de tartarugas marinhas e a sua carne constituem fonte de alimento e rendimento para comunidades humanas aí residentes, especialmente para populações deslocadas por motivos dos conflitos armados que decorreram no interior do país.

IV. Aves marinhas 

A presença e abundância de aves marinhas e costeiras entre a região de Cabinda (norte de Angola) e foz do Rio Cunene (sul de Angola) tem sido muito pouco evidenciada. No entanto, estas podem ser encontradas em zonas húmidas, tais como lagunas, baías, estuários, mangais, ilhas, e também em oceano aberto. Podem ser referenciados ainda dois estudos específicos que fornecem alguns dados de abundância do pinguim do cabo (Spheniscus demersus) (Figura 8) e sua distribuição, ocorrendo como um nómada, para o norte, até ao Gabão e do alcatraz-do-cabo (Morus capensis), que ocorre como um visitante regular do inverno em águas angolanas.

Figura 8 - Penguim - Spheniscus demersus


2.1.3. Outros ecossistemas aquáticos

I. Estuários

Os estuários são áreas costeiras estabelecidas pela desembocadura dos rios no mar e abrangendo toda a área de intrusão de água doce e salgada, criando um sistema particular. Eles retêm areia, argila e matéria orgânica morta da parte continental e do oceano. (video 2 e 3)

Muitos animais encontram nos estuários alimentação na matéria orgânica suspensa e nas plantas verdes. Os animais das regiões estuarinas incluem bivalves, camarões, caranguejos e peixes. 
Video 2 - Ecossistemas marinho



Estes habitats também suportam populações de aves que se alimentam dos inúmeros invertebrados e peixes, algumas espécies de tartarugas, como a tartaruga do Nilo e tartaruga verde, e ainda são visitados por mamíferos como os manatins nos rios em que estes se fazem presentes.A diversidade biológica, principalmente das espécies piscícolas, tende a reduzir-se do mar para o rio, já que poucas são as espécies de água doce que suportam as condições ambientais extremas existentes nos estuários.

No entanto, muitas espécies de peixes marinhos utilizam os estuários como locais de viveiros de reprodução.
                                                                                                                     Video 3 - Ecossistemas marinho

Dos sistemas mais significativos ao longo da costa de Angola, destacam-se o do Rio Congo, Rio
M´bridge, Rio Dande, Rio Kwanza, Rio Longa, Rio Cuvo e Rio Cunene. Há que frisar que o Rio
Congo possui o sistema de estuário mais extenso e mais complexo de todos os sistemas fluviais
que correm para o oceano Atlântico.

Aspectos preocupantes e que afectam a biodiversidade nos estuários relacionam-se com
problemas de sedimentação, poluição e sobre-exploração dos recursos, agravada pelo uso de
práticas de pesca inadequadas para estes sistemas. De ressalvar, a completa ausência de
fiscalização para o controlo e manutenção destas áreas.

II. Mangais

Em Angola, os mangais representam cerca de 0,5% da fitocenose total (Azevedo, 1970), com
aproximadamente 1250 km² (Booth, et al., 1994), localizando-se a maior concentração no estuário do Rio Congo a norte de Angola e no estuário do Rio Kwanza.

Florestas de mangal estão bem desenvolvidas em Cabinda, nas reentrâncias profundas da Baía de Chicamba e no estuário do Rio Chiloango. Eles também ocorrem na pequena Baía por trás da Ponta Malembo e perto da cidade de Cabinda. A maior extensão de mangais angolana encontrase na margem Sul do estuário do Rio Zaire. Existe uma faixa contínua de mangais com um comprimento de 35 Km e uma largura de 13Km cobrindo cerca de 27 300 ha. Da foz do Rio Zaire, a costa arenosa prolonga-se na direcção Sudeste e não tem mangais excepto nos estuários dos Rios Lucunga, M'Bridge (, Sembo, Loge, Uêzo , Onzo , Lifune , Dande e Bengo/Zenze.

Os mangais (Fig. 9) também ocorrem ao longo do litoral Baía de Mussulo que é protegida da influência do mar aberto pela Restinga as Palmeiras. A Sul da Baía de Mussulo mangais ocorrem somente nas fozes dos Rios Kwanza , Longa , Cuvo , Cambongo, Cubal e Balombo. A formação de mangais na foz do Rio Catumbelo, entre Lobito e Benguela, marca o limite meridional da sua ocorrência na costa do Oeste Africano. Os mangais na costa de Angola pertencem á zona florística do Atlântico oriental, neles ocorrendo as seguintes espécies:


  • Rhizophora racemosa
  • Rhizophora harrisonii
  • Rhizophora mangle
  • Avicennia nitida
  • Laguncularia racemosa.
Figura 9 - Mangais


III. Praias arenosas



As praias arenosas são estreitas parcelas de areia que se estabelecem entre o mar e a terra. Ao longo da costa angolana, estas são de origem marinha e continental, existindo secções extensivas de praias que normalmente não são mais do que cerca de 100 m de largura e relativamente íngremes, com uma grande expressividade na região norte, desde Cabinda até Benguela, e em quase toda a extensão do Namibe até à foz do rio Cunene.

Somente acima do nível máximo da maré-alta (em cristas de praia de 1 -5 m) ocorrem plantas com uma caracterização típica de espécies herbáceas rizomáticas e prostradas tais como a Ipomoea stolonifera, Ipomoea pescaprae, conhecida pelas suas folhas alucinogénicas, a Canavalea rosea, Canavalia maritima, Cyperus maritimus, Alternanthera maritima e a Scaevola plumieri. Em dunas baixas, cobertas por vegetação densa e baixa, a Chrysobalanus icaco e a Dalbergia ecastophyllum encontram-se frequentemente presentes (Prins, Reietsma & Zieren, 1989).

Do ponto de vista sócio económico, as praias arenosas revelam-se extremamente importantes, sendo por um lado, um importante aspecto de atracção turística e, por outro, fonte de areia para a construção. Por esta razão e pela falta de controlo e má gestão, tais áreas têm sido afectadas negativamente por intervenções humanas, associadas à remoção de areia em grande escala para construção, à construção em locais impróprios e à poluição.


IV. Praias rochosas
As praias rochosas existem onde o efeito das ondas no contorno do litoral é principalmente
erosivo, transportando os materiais inconsolidados e deixando as rochas expostas. De notar que, onde há declive, há variedade de meios habitáveis: praias expostas, penhascos protegidos, poças de maré, areia dentro de fissuras ou sob seixos.

Ao longo da costa de Angola faz-se sentir uma maior distribuição de praias rochosas, a partir da região do Sumbe até à cidade do Namibe. Para norte da cidade de Luanda encontramos as praias rochosas da Barra do Dande.

V. Oceano aberto
O oceano aberto estende-se para trás da área costeira e pode ser dividida em diferentes áreas. Assim, encontramos até à profundidade de aproximadamente 200 m a Plataforma Continental; entre o declive da plataforma continental e grandes profundidades (aproximadamente 3500 m), encontramos o Talude Continental; na região acima desta profundidade encontramos a área Abissal (Figura 11 e 12). Ao longo do espelho de água encontramos a zona nerítica que cobre a plataforma continental, com a área epi-pelágica que fica perto da superfície e mesopelágica ao meio. E a oceânica que se estabelece além da plataforma continental, compreendendo uma zona eufótica que se estabelece até à penetração da luz solar na coluna de água e cobrindo a área batipelágica e abissal-pelágica. Sobre estas últimas áreas, muito pouca ou quase nenhuma informação está disponível para as águas territoriais angolanas.



VI. Ecossistemas ribeirinhos
Zonas de nascentes, áreas de captação de águas, florestas de galeria, planícies de inundação e outros sistemas fluviais constituem um conjunto de ecossistemas denominados ribeirinhos. Alguns destes ecossistemas poderão com áreas pantanosas e planícies de inundação serão tratados como zonas húmidas não existindo um critério rigoroso que separe estas regiões ecológicas.

Sabe-se que a riqueza hidrológica de Angola está associada a um enorme leque de diversidade biológica. Al maior parte dessa biodiversidade foi sendo tratada ao longo das secções anteriores. 

Trataremos aqui apenas dos peixes das águas interiores e dos anfíbios.


VII. Zonas Húmidas
Ao longo do curso médio do Rio Cunene e próximo da sua confluência com o Rio Calanga, ocorrem extensas planícies de inundação (“as planícies de Cunune”). Durante a estação chuvosa podem ser inundadas áreas superiores a 150 000 ha em cerca de 150 km ao longo do rio e com uma largura máxima de 15 km.

Estreitas planícies de inundação ocorrem ao longo do curso médio do Rio Cubango entre as
latitudes 15º05' - 16º03'S. As planícies de inundação mais vastas são conhecidas como Mulola Chioca/Mulalo Camondo e Mulola Lueque/Malalo Cune com uma largura máxima de 3 km.

As maiores planícies de inundação ocorrem no Rio Cuando, ao longo da fronteira com a Zambia. No pico de inundação, são cobertos pela água mais de 200 000 ha numa largura de cerca de 15 m. Imediatamente antes da confluência com o Cuando, o Rio Luiana atravessa um grande pântano de 40 km de comprimento e de mais de 16 km de largura que atinge uma área de 40 000 ha na estação chuvosa.

O Rio Kwanza drena uma bacia de 145.917 km2. Na confluência dos rios Luando e Kwanza
próximo de Jimbe na província de Malanje existem extensas planícies de inundação, principalmente no rio Luando (Fig. 10). Extensas planícies de inundação costeiras e lagoas ocorrem nos rios Bengo, Kwanza e Longa. Uma lagoa de 19 km de comprimento ocorre no rio Bengo imediatamente a montante do seu delta. Existem vários lagos no baixo Kwanza, o maior dos quais sendo o Lago Negolame.

Vastas zonas húmidas ocorrem na região central do interior de Angola. Esta área pantanosa é drenada por cerca de 25 rios que fluem principalmente para o este em direcção ao rio Zambeze. Entre estes dois rios (os rios Chemfumgage e Luena) ocorrem vários lagos num pântano extenso no Parque Nacional da Cameia.


Fig. 10 - Planicies de inundação e pantanal

VIII. Fauna associadas a ecossistemas aquáticos não-marinhos ou de transição


Peixes
Angola possui uma variedade enorme de espécies de peixes que estão distribuídas pelos vários, rios, riachos, lagos, lagoas, e albufeiras. Essa biodiversidade fornece uma base para actividades de aquacultura que, para além do interesse económico, permitem reduzir a pressão sobre os ecossistemas naturais.

As espécies de maior cultivo, e de maior valor comercial, são as várias espécies de Cacusso (família Tilapia), várias espécies de Bagre, Clariallabes platyprosopos (Família Clariidae) e da Tukeya, nome dado as espécies de peixe miúdo, da região do Cassay, englobando as seguintes: Barbus viviparus, Barbus puellus, Aplocheilichthys gohnstonii e Pelmatocromis-ruweti. Esta variedade de peixe é encontrada na região das Anharas alagáveis das linhas hidrográficas do Luena e do Chifumaje, que se transformam periodicamente em zonas piscatórias.

Quantidades fabulosas de ovos de espécies não superiores a sete cm de comprimento, que permanecem nos pântanos, originam o repovoamento por cada ano, logo que a anhara é inundada pelo alagamento estacional.

A pesca da tuqueia, a par da contribuição importante que presta a alimentação das populações, daquela zona e das zonas limítrofes, constitui uma considerável fonte de receita comercial.

Referenciando enorme variedade, de espécies que Angola possui, nos rios Cunene, província do Cunene), Cuangar (província do Kuando Kubango), Cutato, Cuito, Kwanza, (Bié) estão identificadas algumas espécies como o Langbeard Barb. (Barbus unitaeniatus) ou o Barbes bifrenatus, o Barbus brevidorsalis, Barbus Thamalakanansis, Shorthead Barb (Barbus brevicep), Barbus barotseensis Pellegrin, Barbus Lineoxmaculatus.

Na província do Moxico, rios, Cuito, Luando, Lungue Bungo, e Luena, estão identificadas as seguintes espécies, Family Kneriidae (Kneria polly Trewavas), Familia Genus Mormyros (Mormyrus Lacerd) outras por identificar, é recomendável, fazer um levantamento das mesmas.

Nas províncias do Kuando Kubango, e Cunene rios Cubango, Cuangar, Lomba, Luengue, e Cunene, encontram-se as seguintes espécies Cubango Kneria (Parakneria fortuita) Petrocepphalus catostoma, Polimyrus castelnani, Hemgrammocharax multifasciatus, Hemigrammocharax pellegrin. Ë recomendável o levantamento das várias espécies. Nas províncias do Planalto Central rios Kwanza, Lucala, Longa, Cutato, Cunhinga, as espécies destes rios são na sua maioria idênticos aos dos rios, Cubango Cuangar, Lomba e Cunene.


Anfíbios
Não existem estudos completos e actualizadas que cubram todo o território angolano no domínio da diversidade de anfíbios. Foram até à data identificados 99 diferentes espécies espécies. As seguintes 19 são consideradas endémicas.

Fonte: Global Amphibian Assessment-World Conservation Union, 1999

Répteis
Outras espécies de répteis associados a ambientes aquáticos e presentes nos principais estuários desde Cabinda à foz do Rio Cunene, são os crocodilos (Crocodylus niloticus) e as tartarugas do Nilo (Trionyx triunguis). Esta última, foi reportada para a região da foz do Rio Cunene em 1996, com uma população estimada em três (3) animais por quilómetro.

Em suma, estes outros répteis ocorrem em ecossistemas litorais:
  •  Tartarugas de água doce presentes em estuários
  •  Tartaruga do Nilo (Trionyx triunguis) (video 4 e 5)


Video 4 e 5 - Tartaruga do Nilo (Trionyx triunguis)



CONTINUA....


3.6. Referências Bibliográficas



Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural e Ministério do Urbanismo e Ambiente. Política Nacional de Florestas, Fauna Selvagem e Áreas de Conservação. Disponível em: http://www.fao.org/forestry/15699-09d1109e2f4c272d5307ac26207cc07ae.pdf Acesso: 26 de Abril de 2017

Ministério do Urbanismo e Ambiente de Angola. Estratégia e Plano de Acção Nacionais para a Biodiversidade (NBSAP) 2007 - 2012. Disponível em: https://www.cbd.int/doc/world/ao/ao-nbsap-01-pt.pdf Acesso em: 26 de Maio de 2015


Ministério do Urbanismo e Ambiente de Angola. Primeiro Relatório Nacional para a Conferência das Partes da Convenção da Diversidade Biológica. Disponível em: https://www.cbd.int/doc/world/ao/ao-nr-01-pt.pdf      Acesso em: 26 de Maio de 2015  




Material de Apoio

APRENDIZAGEM DE BOTÂNICA EM AMBIENTES NATURAIS